Aval · A tua conduta, e só a boa, contigo
Quando alguém escapa a um banimento, não parte nada. Faz uma conta nova. E uma conta nova custa isto:
0,27 $conta de Facebook (EUA)
1,75 $conta de Reddit
5 $ – 2.000 $conta antiga com histórico
Esse é o preço real de escapar à tua expulsão. Pode ter-se a melhor deteção de impressões digitais do mundo: enquanto ser novo custar vinte e sete cêntimos, a deteção vai a perder. A corrida está mal montada.
Por isso deixámos de perseguir quem volta
Uma conta nova já não é suspeita.
É pobre.
O que se verifica não é de onde vens: é o que trazes.
O que é um aval
Uma credencial que guardas tu e mostras tu, e que prova uma só frase:
«Tenho 180 dias de boa conduta em 3 comunidades independentes, sem uma única sanção.»
Sem dizer quais comunidades. Sem dizer quem és. E sem que dois sítios onde o mostres possam comparar e saber que és a mesma pessoa. Quem o verifica aprende um bit: passa a fasquia, ou não.
3comunidades independentes, mínimo
3níveis: 30, 180 e 365 dias
2servidores que já assinam conduta
As quatro regras que não se mexem
- Não existe aval negativo. Nunca. Uma sanção não viaja jamais, para lado nenhum. O único portátil é o que tu escolheres mostrar, e só te pode somar.
- Há sempre caminho sem aval. Uma comunidade pode usá-lo para te deixar passar mais depressa; jamais como única porta. Se fosse obrigatório seria uma casta, e essa crítica tem de se tornar impossível, não respondida.
- Caduca, e podes queimá-lo. Recomeçar do zero continua a ser um direito: custa-te tempo, nunca a tua identidade.
- A fasquia é de cada comunidade, não nossa. Não há nota global de ninguém, e não vai haver.
Como se constrói
- Pedes a tua constância em 3 comunidades diferentes onde tenhas tempo e nenhuma sanção. Cada uma assina uma frase sobre ti e dá-ta a ti.
- Juntas-as e cunhas o teu aval. É aqui que tudo fica tapado: usa-se uma assinatura cega, por isso quem o emite não vê o que está a assinar e não o pode reconhecer depois. Nem querendo.
- Mostra-lo onde quiseres. Cada sítio verifica a assinatura por sua conta, com uma chave pública. Não é preciso perguntar-nos nada.
Porque isto não é o do costume
Os sistemas de reputação de sempre funcionam ao contrário: mandas a identidade de alguém a um terceiro e recebes uma nota que não podes discutir nem verificar. Aqui ninguém manda a identidade de ninguém. A credencial viaja com a pessoa, a assinatura verifica-se no teu servidor, e o que diz é tão pouco que não serviria para perseguir ninguém nem que quiséssemos.
Sem biometria, e não por acaso
A outra forma de provar que há uma pessoa por detrás decidiu-se a digitalizar íris com um aparelho dedicado, e já arrasta o problema das quintas de retinas: paga-se uma vez a alguém pelo seu olho e um intermediário fica com a sua identidade digital para sempre. Um aval pede tempo e comportamento. É exatamente o que uma quinta de contas não pode fabricar — e exatamente o que uma pessoa em Lagos tem tanto como uma em São Francisco.
O que isto NÃO é
- Não é anonimato. O sítio onde o mostras continua a ver-te entrar; o que não vê é o teu passado.
- Não é impossível de vender. É caro e nota-se: caduca a cada trimestre, e se aparecer de outro aparelho e outra rede enquanto se comporta de outra maneira, isso vê-se. A garantia honesta não é «não se pode», é «sai mais caro do que rende».
- Não substitui nada. É mais um sinal, e dos que só somam.
- Com poucas comunidades emissoras não vale grande coisa, tal como um sistema de testemunhas com zero testemunhas. Diz-se aqui, não nas letras pequenas.
Verifica tu
As chaves com que se verifica um aval são públicas e estão em /api/aval/keys. A ferramenta tools/verify-aval.js não depende de nada nosso: verifica a assinatura e ainda lista os campos da credencial, para se ver que não leva lá dentro nada que identifique ninguém. Uma credencial correta que dissesse a mais continuaria a ser uma traição.